quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Marcelo Rebelo de Sousa e a sua Presidência


A vinda deste Presidente da República, com a sua forma de actuar, veio preencher um enorme vazio deixando pelo seu antecessor, Cavaco Silva, principalmente no contacto com o Povo. Tanto é que o actual PR elegeu para como ponto fulcral da sua actuação exercer uma magistratura de afectos.

Por outro lado também não podemos esquecer que o anterior PR, tendo em conta os sucessivos erros cometidos no período “troika”, muitas vezes pressionado por um Partido Socialista, (lembro já havia anteriormente uma agressividade desmesurada no “reinado” de Sócrates), a provocar a repulsa de aproximação ao PR durante a vigência da chefia de Seguro (na maior parte das vezes temeroso dos “socráticos”), foi-se afastando daquilo que deveria ser a tal magistratura de influência e a criar anticorpos por toda uma sociedade. Claro que o afastamento deveu-se em grande parte ao “caso das escutas” e posteriormente com o caso da sua pensão.


Mas voltando ao PR Marcelo, o tempo é outro, os Homens são distintos, com diferentes interlocutores, logo, já há aqui diferentes pontos de partida e abordagens. Porém, este PR está a esquecer um ou outro ponto do panorama político português. Embora coligados (PàF), o CDS e o PSD tiveram mais votos do que o partido que hoje governa a Nação. O esquecimento que o PR anda a ter relativamente a este fato é relevante. Não pode, ligeira e dicotómica na forma, querer influenciar a actuação destes 2 (dois) partidos, trazendo-os para a responsabilização política da legislação e ao mesmo tempo dar um aval incomensurável ao governo. Esta actuação é por demais gritante no caso, agora, da TSU. A promulgação célere do diploma que prevê a redução da TSU dá um sinal disto mesmo. O caminho também se faz discordando, sem crispação. Mas com bom senso. 

Seria bom que o PR Marcelo Rebelo de Sousa, pudesse, de forma clara, ir ao encontro de uma Magistratura Isenta. Pois, bem sabemos que é uma personalidade, um tanto ou quanto, useiro e vezeiro, de tropelias, de deslealdades e intrigas que já sucederam na política Portuguesa.   

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