Se até aqui o PS teve ao seu lado o BE e o PCP, para as “jogatanas”, para as reversões, enfim, para aquilo que acharam conveniente, não pode haver um discurso brando, no desmontar desta hipocrisia de passar as culpas à oposição. Mais caricato da situação é ver e ouvir o BE e o PCP a “atirarem areia para os olhos” dos portugueses, como se não tivessem nada a ver com o estado actual da governação do país e passarem a responsabilidade aos outros.
O PS, aquando do período da “troika”, nunca participou num discurso positivo e de influência aos cidadãos de que as medidas tomadas e necessárias eram para ultrapassar o grave estado da economia portuguesa, que eles mesmo criaram e colocaram. Mais, cumprir o memorando que eles próprios negociaram. A isto sim, é que se pode chamar de “jogatana política”. Mas acima de tudo é não ter vergonha, nem moral, na forma como derrubaram o governo anterior e chegaram ao poder. Lembro que até acordos à porta fechada assinaram. Lembro de António Costa ter dito que não precisava da mão do PSD para nada. Lembro de António Costa dizer “se pensarmos como a Direita acabamos a governar como a Direita”. Mas então, onde está a coerência? Não caiu o “Carmo e a Trindade” quando o governo anterior propôs a descida da TSU? A incoerência das palavras, das atitudes, está presente só nos outros? É de facto, uma forma recorrente, esta do PS, de passar as culpas para os outros. Lastimável!
É preferível, digo eu, perder popularidade (até porque o populismo está na “mó de baixo”), perder, se assim for, as próximas eleições, do que ficar com o ónus desta periclitante, recorrente, governação socialista.

Bom texto neste contexto de desespero dos senhores do PS e esquerdas radicais. Isto sim é politica: clareza, organização e ética. Grata Paulo Brilhante
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